Detenção do ex-presidente Lula

Politica 07 de Abril de 2018
Lula discursando em ato público contra a sua prisão, na cidade de São Bernardo do Campo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 
Imagem:  Acervo HojeEmDia - Crédito: Nelson Almeida /AFP

Lula discursando em ato público contra a sua prisão, na cidade de São Bernardo do Campo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Imagem: Acervo HojeEmDia - Crédito: Nelson Almeida /AFP


Após um demorado e contundente discurso em ato público a frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Lula se entrega e detido pelo Polícia Federal ao final da tarde, em atenção ao despacho do juiz Sergio Fernando


Sem atender a ordem de prisão que determinava a apresentação voluntária à Polícia Federal até às 17 horas de 06 de abril, dia seguinte ao mandado expedido pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entrega e é detido em São Bernardo do Campo (SP), por volta das 19h30, por agentes federais, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde chegou depois de saber da decretação de sua prisão, aguardado por milhares de simpatizantes.

Depois de passar por exames de corpo de delito, na capital paulista, o político é levado de avião até o aeroporto de Curitiba e depois transportado de helicóptero até a carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense.

Para não se apresentar voluntariamente no horário estipulado, o ex-presidente alegou que no dia seguinte, sábado, aconteceria um ato religioso junto ao Sindicato em homenagem à data de aniversário de sua esposa  Marisa Letícia, falecida em 03 de fevereiro de 2017.

O ato religioso, que aconteceu no período matutino, transformou-se num grande e demorado ato de protesto contra a decretação da prisão do ex-presidente, com televisionamento para todo o território nacional pela rede TVT (ligada ao Partido dos Trabalhadores), em que lideranças petistas e da esquerda brasileira e alguns religiosos se revezaram em discursos de apoio à Lula, reiterando a sua inocência em relação aos crimes imputados.

O próprio ex-presidente fez um discurso longo e contundente (clique aqui para assistir) em defesa de sua inocência, recheado de reprovações ao Ministério Público Federal e de contestações às decisões de 1ª e 2ª instâncias.

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