Acontecimentos históricos do dia 31 de Outubro

1517 – O Padre Martinho Lutero afixa as suas 95 teses contra a Igreja Católica na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha.

Martinho Lutero, fundador do Protestantismo.
Martinho Lutero, fundador do Protestantismo.
O extinto Peninha's  Bar Som, que ficava em frente ao atual Supermercado Rimmava, à Rua Tiradentes. 
Imagem: Acervo Sérgio Eloi Giordani - FOTO 2 -
O extinto Peninha's Bar Som, que ficava em frente ao atual Supermercado Rimmava, à Rua Tiradentes. Imagem: Acervo Sérgio Eloi Giordani - FOTO 2 -
Pioneiro Secundino Trinidad (Tropelito), falecido em outubro de 1989. 
Imagem: Acervo Professor Tarcisio Vanderlinde - FOTO 3 -
Pioneiro Secundino Trinidad (Tropelito), falecido em outubro de 1989. Imagem: Acervo Professor Tarcisio Vanderlinde - FOTO 3 -
Passaporte emitido pelo governo da Argentina em favor de  Secundino  Trinidad. 
Imagem: Acervo do professor Tarcisio Vanderlinde - FOTO 4 -
Passaporte emitido pelo governo da Argentina em favor de Secundino Trinidad. Imagem: Acervo do professor Tarcisio Vanderlinde - FOTO 4 -
Equipe pré-infantil nível II do Colégio Cristo-Rei que conquistou o 1º lugar geral do Campeonato Paranaense de Ginástica Rítimica 2015 da categoria. 
Imagem: Acervo Colégio Cristo-Rei - FOTO 3 -
Equipe pré-infantil nível II do Colégio Cristo-Rei que conquistou o 1º lugar geral do Campeonato Paranaense de Ginástica Rítimica 2015 da categoria. Imagem: Acervo Colégio Cristo-Rei - FOTO 3 -
Celebração ecumênica conjunta entre luteranos e católicos realizada na catedral de Lund, na Suécia. 
Imagem: Acervo Portal Luteranos - FOTO 4 -
Celebração ecumênica conjunta entre luteranos e católicos realizada na catedral de Lund, na Suécia. Imagem: Acervo Portal Luteranos - FOTO 4 -
Descerramento da  estátua de Martinho Lutero pelo artista rondonense Hedio Strey e esposa.
Imagem: Acervo Imprensa PM - Marechal Cândido Rondon - FOTO 5 -
Descerramento da estátua de Martinho Lutero pelo artista rondonense Hedio Strey e esposa. Imagem: Acervo Imprensa PM - Marechal Cândido Rondon - FOTO 5 -
Estátua de Martinho Lutero  na Praça Willy Barth,  inaugurada em 31 de outubro de 2017, data dos 500 anos do início da Reforma Protestante. 
Imagem: Acervo Imprensa - PM-Marechal Cândido Rondon - FOTO 6 -
Estátua de Martinho Lutero na Praça Willy Barth, inaugurada em 31 de outubro de 2017, data dos 500 anos do início da Reforma Protestante. Imagem: Acervo Imprensa - PM-Marechal Cândido Rondon - FOTO 6 -

1970 – Os estudantes do então  Ginásio Estadual Padre Montoya, de Quatro Pontes, através de júri de sete pessoas, representando vários entidades, durante em baile especial, tem escolhida como sua rainha Eli Bewes. As outras candidatas foram Juraci Stoelben e Geneci Weich.

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1971 – É realizada festa na Comunidade Evangélica Luterana Cristo, da sede municipal de Marechal Cândido Rondon, pela conclusão do telhado da nova igreja.

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1971  - Ocorre em Marechal Cândido Rondon, em diversos pontos, a precipitação de cinzas, que uns achavam que poderiam ser de queimadas e outros, de erupção vulcânica.

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1975 – Ocorre a fundação da Associação dos Servidores Municipais de Marechal Cândido Rondon – Assemar. Primeiro Presidente: Victor Hugo Borgmann.

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1976 – O extinto Peninhas Bar Som, localizado em frente  atual Supermecado Rimmava, à Rua Tiradentes, promove evento com a dupla Ponto e Vírgula (Tucley Ganzert e Marcelo Fasolo) -- FOTO 2 --

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1989 - Falece na atual sede municipal de Mercedes, Secundino Trinidad (Tropelito). Quando os primeiros colonizadores chegaram, o pioneiro, de origem paraguaia, já morava na localidade, no meio da floresta. 

O professor Tarcísio Vanderlinde relata, em Mercedes: Uma História de Encontros :             

"O apelido Tropelito possivelmente originou-se de uma condição física de Secundino Trinidad. De baixa estatura (1,57m), andava com passo curto e rápido. E foi andando que Tropelito faleceu aos 89 anos, em 31 de outubro de 1989 em via pública, conforme consta em sua certidão de óbito. Naquele dia, dirigindo-se ao barbeiro, Tropelito fez sua última caminhada.

Tropelito foi um remanescente de paraguaios que habitavam a região Oeste do Paraná e, contratados pela Colonizadora Maripá ou particulares, auxiliaram os colonos que chegavam a se estabelecer no lugar a partir do início dos anos 50 do século passado. Numa época em que as condições eram precárias, os paraguaios roçavam o mato a facão e depois derrubavam as árvores a machado. Muitas horas às vezes eram gastas para derrubar uma única árvore. Segundo informações de Afonso Foryta, moravam 17 famílias de paraguaios onde hoje é a Sanga Mineira. De acordo com Remo Mário Lorenzoni, a Maripá utilizou-se dos serviços dos paraguaios, principalmente para a extração de cedro, madeira que era vendida para a Argentina em forma de balsas que eram preparadas no Rio Paraná (a balsa constituía um jeito de transportar madeira que ainda é utilizado no tempo presente na Amazônia).

Embora se contassem muitas histórias sobre Tropelito, que ele havia fugido de algum lugar, etc. e tal, os documentos que falam de sua origem e nacionalidade foram bem conservados por ele mesmo e por aqueles que dele cuidaram ao final da vida. Secundino Trinidad nasceu em Caugó, na República do Paraguai, no dia 1º de julho de 1900. Filho de Viviana Trinidad e pai ignorado. Consta que Tropelito era agricultor e, em 1920, após ter servido o exército daquele país em Asunción como voluntário, deu baixa com atestado de boa conduta durante a prestação do serviço. Esta parece ser uma marca que acompanharia Tropelito durante sua vida. Sempre teve o cuidado de andar bem documentado. Condição talvez exigida na fronteira e pela condição de estrangeiro que era.

Uma cédula de identidade emitida na cidade de Posadas na Argentina em 1932 indica que Tropelito, antes de chegar ao Oeste do Paraná, poderia ter vivido naquele país como “jornalero” pelo menos durante uns 10 anos. Ao retirar o passaporte no consulado do Paraguai, com a finalidade de sair da Argentina, Tropelito teve emitido pela polícia de Misiones, um “Certificado de buena conducta”. Num atestado de residência, datado de 1938 e emitido pela polícia de Guairá, consta a seguinte informação: “Nada constado n’esta Sub-Delegacia que o desabone se lhe passa o presente attestado para os effeitos legaes”. Certificados de registro de estrangeiro respectivamente dos anos de 1939 e 1941, expedidos pela Delegacia de Polícia de Foz do Iguaçu, indicam a condição de “estrangeiro legalizado”.

Chama atenção um dado que consta num certificado de registro emitido em 1941. Há uma indicação de que Tropelito trabalhava na Firma Raul&Heitor Mendes e que residia no Brasil desde 1923. Fica, portanto, uma interrogação sobre a sua real estadia na Argentina. Numa época em que empresas estrangeiras dominavam a economia no Oeste do Paraná, não se descarta a hipótese de que Tropelito poderia ter ido à Argentina retirar alguns documentos que facilitariam sua permanência no Brasil. Ao morrer, Tropelito encontrava-se na condição de brasileiro naturalizado tendo, inclusive, com a ajuda de amigos, conseguindo se aposentar pelo INSS.

Quando a frente pioneira começou a chegar do Sul do Brasil ao lugar que se chamaria Mercedes, já havia muitas pessoas como Tropelito vivendo e trabalhando na região. A empresa que colonizaria o “novo” espaço de vida contaria com o trabalho braçal dos paraguaios. Os primeiros moradores que vieram do Sul chegaram a conhecer Tropelito, como também outros paraguaios. Mário e Lúcia Finkler, que acolheram e cuidaram de Tropelito nos últimos anos de sua vida, cederam documentos e prestaram diversas informações sobre a vida de Secundino e outros paraguaios.

Os paraguaios compravam mantimentos no Empório Groff, principalmente “jabá”, nome genérico por eles utilizado para se referir ao charque e bacalhau. Além de derrubar mato com machado, Tropelito atuava como uma espécie de “gato” e sub-contratava outros paraguaios para o mesmo serviço. Morou nos matos, em ranchos que ficavam próximos às derrubadas. Pegava cantinhos de terra que eram cedidos pelas pessoas e plantava para o gasto. Criava algumas galinhas e porquinhos.  Tropelito trabalhou para diversas pessoas, entre as quais Artur Finkler, Paulino Groff e Rodolfo Gukert. Bruno Finkler conta uma história sobre Tropelito que mostra que, além de honesto, era uma pessoa de palavra. Ele havia feito uma empreitada para derrubar mato para o senhor Paulino Groff e não havia dimensionado o serviço a ser feito. O mato o havia enganado. A certa altura percebeu que ia ficar no prejuízo. Aos amigos havia falado que se Paulino quisesse recuperar um pouco ele aceitava, mas ele era obrigado a fazer a roça. “Yo soy obligado a hacer a roça porque yo empleitei”.   

Em idade mais avançada, sem ter constituído família, apesar da fama de namorador, e depois de passar por uma cirurgia dos olhos, convenceu Mário e Lúcia para cuidarem dele. Hilário Schwantes foi quem construiu a casinha em que Tropelito passou a morar aos fundos da residência do casal, onde morou durante os últimos 15 anos de sua vida. Segundo Lúcia, Tropelito não dava muito trabalho. Parece que o que mais ele realmente precisava era de um amparo psicológico. Trabalhou praticamente até o final da vida. Como já não enxergava bem, às vezes, quando ia capinar no quintal, já não conseguia mais distinguir bem o mato das flores e dos chás, mas demonstrava sempre boa vontade. Ele conhecia todos os antigos que chegaram a Mercedes. 

Lúcia contou que, no dia em que ele morreu, um pouco antes a havia chamado e contado todas as luas que deveriam ser observadas para plantar feijão, mandioca, milho, etc. Depois lustrou as botas e saiu para a sua última caminhada. Naquele dia Tropelito não chegaria ao local onde imaginava ir. Indagada sobre a relevância de uma pessoa como Tropelito para a história de Mercedes, Lúcia assim se pronuncia: “Ele foi um dos pioneiros que veio para cá encontrar um lugar para sobreviver, porque talvez no Paraguai não deu mais, tinha dado aquela guerra... Era uma pessoa sem estudo. Mas era muito certo. Uma pessoa correta. Boa gente. Se ele pudesse ajudar algum pobre ele dizia ‘que tem que ajudar’. Era uma pessoa feliz. E sentia-se muito bem morando perto de nós”.

A história de Tropelito serve para mostrar à atual geração e às futuras que a aventura dos pioneiros que vieram do Sul foi viabilizada, em parte, por pioneiros que já moravam na região quando catarinenses e gaúchos chegaram ao local. Esse tipo de personagem, não raras vezes, é esquecido quando se conta a história dos tempos pioneiros no oeste do Paraná. Tropelito tinha um estilo de vida diferente dos colonos que vieram do Sul, mas sempre se entendeu bem com eles. Esta narrativa mostra que havia convivência, colaboração, onde vários lucravam. Uns mais, outros menos. Não deixou família, nem herança, mas, a seu jeito, foi único e igualmente contribuiu para a construção da história de Mercedes".

VANDERLINDE, Tarcísio. Mercedes: Uma História de Encontros. Marechal Cândido Rondon: Editora Germânica, 2004, p. 137-141.

 -- FOTOS  3 e 4 --

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2015 - Acontece em Marechal Cândido Rondon a abertura da 4ª edição dos Jogos Interatléticos do Oeste do Paraná (Jóia Oeste), com acadêmicos de universidades de sete municípios, disputando 22 modalidades esportivas (O Presente, ed. 30.10.2015, p. 27). 

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2015 - O conjunto pré-infantil nível II da equipe de ginástica ritmíca do Colégio Cristo-Rei;Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon/Copagril/Fidelitá, SESI/Transgiro's Tur conquista o primeiro lugar geral do Campeonato Paranaense de Ginástica Rítmica 2015, na cidade de Londrina. Foram integrantes do conjunto campeão: Milena Thaís Ertel, Leticia Albano Neres, Thays Baumgart, Theizy Kamilli Schneider Wammes e Joisse Monteiro de Oliveira (O Presente, ed. 04.11.2015, p. 25). -- FOTO 05 -- 

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2016 - Católicos e luteranos celebram culto ecumênico histórico conjunto na catedral de Lund, Suécia, com a presença do Papa Francisco e do presidente da Federação Mundial Luterana, doutor Munib Younan. -- FOTO 6 -- 

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2016 - Trinta e nove presos fogem da cadeia pública de Marechal Cândido Rondon, por um buraco aberto na parede (O Presente, ed. 04.11.2016, p.14 e 15). 

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2017 - Acontece na Praça Willy Barth, na sede municipal de Marechal Cândido Rondon, evento comemorativo pelo transcrusos dos 500 anos da Reforma Protestante, protagonizado pelo padre alemão Martin Luther.

             Durante a solenidade, foi inaugurada a estátua do religioso, obra produzida pelo artista rondonense Hedio Strey (O Presente, ed. 03.11.2017, p. 11). -- FOTOS 6 e 7 --

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