Acontecimentos históricos do dia 4 de Outubro

1954 – Chega de mudança em Marechal Rondon, o casal pioneiro Olga (nascida Stefanoski) e Daniel Boroski, com os filhos Artur, Herbert, Geraldo, Ervino e Edgar (...)

Pioneiro Daniel Borovski e esposa Olga e filhos.
Imagem: Acervo Marcelo Boroski - FOTO 1 -
Pioneiro Daniel Borovski e esposa Olga e filhos. Imagem: Acervo Marcelo Boroski - FOTO 1 -
Cópia da matrícula do colono Jesús Val no Livro de Registros dos Colonos da Colônia Militar de Iguassú.
Imagem: Acervo Arquivo Público do Paraná/Jackson Lima - FOTO 2 -
Cópia da matrícula do colono Jesús Val no Livro de Registros dos Colonos da Colônia Militar de Iguassú. Imagem: Acervo Arquivo Público do Paraná/Jackson Lima - FOTO 2 -
Croquis que identifica área que pertenceu a Jesús Val e que foi desapropriada para a criação do atual Parque Nacional do Iguaçu.
Imagem: Acervo Jackson Lima (Foz do Iguaçu) - FOTO 3 -
Croquis que identifica área que pertenceu a Jesús Val e que foi desapropriada para a criação do atual Parque Nacional do Iguaçu. Imagem: Acervo Jackson Lima (Foz do Iguaçu) - FOTO 3 -
Fachada externa do extinto Hotel Brasil na cidade de Foz do Iguaçu. 
Imagem: Acervo Família Engel - FOTO 4 -
Fachada externa do extinto Hotel Brasil na cidade de Foz do Iguaçu. Imagem: Acervo Família Engel - FOTO 4 -
Vista interna do antigo Hotel Brasil, de Frederico Engel, na cidade de Foz do Iguaçu.
Imagem: Acervo Família Engel- FOTO 5 -
Vista interna do antigo Hotel Brasil, de Frederico Engel, na cidade de Foz do Iguaçu. Imagem: Acervo Família Engel- FOTO 5 -
Outro detalhe do interior do Hotel Brasil.
Imagem: Acervo  Família Engel - FOTO 6 -
Outro detalhe do interior do Hotel Brasil. Imagem: Acervo Família Engel - FOTO 6 -
Pioneiro Frederico Engel e o pequeno hotel primitivo junto às Cataratas do Iguaçu.
Imagem: Acervo Jackson Lima - Montagem: Projeto Memória Rondonense - FOTO 7 -
Pioneiro Frederico Engel e o pequeno hotel primitivo junto às Cataratas do Iguaçu. Imagem: Acervo Jackson Lima - Montagem: Projeto Memória Rondonense - FOTO 7 -
Senhoras luteranas fundadoras do Departamento de Servas de Cristo, da Congregação Cristo de Marechal Cândido Rondon.
Da esquerda à direita: Pastor Christiano Joaquim Steyer, Adelina Hintz, Ana Tilp, Elza Wengrat. Sentadas: Hulda Reschke, Lidia Sochinske, Marta Sippert e Olga Reschke
Imagem: Acervo Lidia Agnez Glitz Sander - FOTO 8 -
Senhoras luteranas fundadoras do Departamento de Servas de Cristo, da Congregação Cristo de Marechal Cândido Rondon. Da esquerda à direita: Pastor Christiano Joaquim Steyer, Adelina Hintz, Ana Tilp, Elza Wengrat. Sentadas: Hulda Reschke, Lidia Sochinske, Marta Sippert e Olga Reschke Imagem: Acervo Lidia Agnez Glitz Sander - FOTO 8 -
Hotel Cataratas em construção.
Imagem Acervo Valmir Guder Vaschanski - FOTO 9 -
Hotel Cataratas em construção. Imagem Acervo Valmir Guder Vaschanski - FOTO 9 -
Hotel Cataratas com vistoso rosa-branco, em foto de 1966. 
O veículo Simca Chambord  era de propriedade da Sra. Edith Manganelli , esposa do saudoso Irio Manganelli
Imagem: Acervo Walter Dysarsz - FOTO  9 -
Hotel Cataratas com vistoso rosa-branco, em foto de 1966. O veículo Simca Chambord era de propriedade da Sra. Edith Manganelli , esposa do saudoso Irio Manganelli Imagem: Acervo Walter Dysarsz - FOTO 9 -
Hotel Cataratas e sua localização privilegiada dentro do Parque Nacional do Iguaçu. 
Imagem: Acervo https://www.iguassu.com.br/blog - FOTO 10 -
Hotel Cataratas e sua localização privilegiada dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Imagem: Acervo https://www.iguassu.com.br/blog - FOTO 10 -
O pioneiro Ivo Krummenauer com pai, esposa e filhos saindo de mudança de Marcelino Ramos (RS) com destino à cidade de Marechal Cândido Rondon. 
Da esquerda à direita: Alfredo Albino Krummenauer(pai), Lone, Nélia, Ivo Krummenauer, Leonida (esposa), e Célia. 
Imagem: Acervo da família - FOTO11  -
O pioneiro Ivo Krummenauer com pai, esposa e filhos saindo de mudança de Marcelino Ramos (RS) com destino à cidade de Marechal Cândido Rondon. Da esquerda à direita: Alfredo Albino Krummenauer(pai), Lone, Nélia, Ivo Krummenauer, Leonida (esposa), e Célia. Imagem: Acervo da família - FOTO11 -
Capa da 1ª edição do jornal rondonense O Presente.
Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 12 -
Capa da 1ª edição do jornal rondonense O Presente. Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 12 -
Casal Elli (nascida Arndt) e Alfredo Krause na comemoração das Bodas de Ouro, na cidade de Pato Bragado.
Imagem: Acervo Clecio Krause - Naranjal - Paraguai - FOTO 13 -
Casal Elli (nascida Arndt) e Alfredo Krause na comemoração das Bodas de Ouro, na cidade de Pato Bragado. Imagem: Acervo Clecio Krause - Naranjal - Paraguai - FOTO 13 -
Painel iconográfico junto ao presbitério da Igreja Maria - Mãe da Igreja, no Bairro Botafogo, em Marechal Cândido Rondon. 
Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 14 -
Painel iconográfico junto ao presbitério da Igreja Maria - Mãe da Igreja, no Bairro Botafogo, em Marechal Cândido Rondon. Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 14 -
1ª parte da entrevista do prefeito eleito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Andrei Rauber. 
Imagem: Acervo  O Presente - FOTO 15 -
1ª parte da entrevista do prefeito eleito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Andrei Rauber. Imagem: Acervo O Presente - FOTO 15 -
Parte final da entrevista de Marcio Andrei Rauber.
Imagem: Acervo O Presenter - FOTO 16 -
Parte final da entrevista de Marcio Andrei Rauber. Imagem: Acervo O Presenter - FOTO 16 -
Cartaz da 21ª Oktoberfest de Pato Bragado.
Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 17 -
Cartaz da 21ª Oktoberfest de Pato Bragado. Imagem: Acervo Memória Rondonense - FOTO 17 -
Jacir José Dariva, presidente para o biênio 2019/2020, da Associação Paranaense de Suinocultores, que tomou posse em outubro de 2019.
Imagem: Acervo O Presente - FOTO 18 -
Jacir José Dariva, presidente para o biênio 2019/2020, da Associação Paranaense de Suinocultores, que tomou posse em outubro de 2019. Imagem: Acervo O Presente - FOTO 18 -
Comissão com os vencedores do 2º Concurso de Vídeo Amador do Jovem Empreendedor.
Imagem: Acervo O Presente - FOTO 19 -
Comissão com os vencedores do 2º Concurso de Vídeo Amador do Jovem Empreendedor. Imagem: Acervo O Presente - FOTO 19 -

 

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1954 – Chega de mudança em Marechal Rondon, o casal pioneiro Olga (nascida Stefanoski) Daniel Borowski, com os filhos Artur, Herbert, Geraldo, Ervino e Edgar, procedente da Linha Pratos, município de Santa Rosa (RS).  A família fixou residência à Rua Santa Catarina, numa casa madeira, ao lado do Edifício Port. 

Olga e Daniel são imigrantes alemães, vindo de antigos territórios germânicos na Polônia, com chegada no Porto de Santos.

Em Marechal Cândido Rondon, a família se estabeleceu com ferraria e construção de carroças. A empresa ficava onde hoje se encontra o Edifício Port. 

Na cidade paranaense, o casal teve importantes participações em atividades culturais e comunitárias. O senhor Daniel Borowski por muitos anos foi presidente da Comunidade Evangélica Martin Luther. -- FOTO 1 --

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1955 - Falece na cidade de Foz do Iguaçu, o pioneiro Frederico Engel que instalou a primeira hospedaria na cidade, o Hotel Brasil. -- FOTOS 2, 3, 4, 5, 6 e 7 --

O texto de Marcos Kidricke Iwamoto, em "Foz do Iguaçu e Cataratas Memória e Fotos Atuais", no Facebook, descreve marcas da personalidade e da vida desse empresário: 

 

"O prestígio de um homem deveria ser medido através da sua capacidade de cuidar de outras pessoas. E isso o Sr. "Frederico Engel" fazia muito bem.
Gaúcho, descendente de agricultores alemães, tinha uma disposição incomum para cuidar da sua família, bem como dos seus hóspedes.
A sua primeira experiência no ramo receptivo foi o "Hotel Engelsburg" no Paraguai, mas é no lado argentino que começa a nossa aventura.
Atrás de novas oportunidades, o Sr. Frederico migrou com a sua família para Posadas, então a metrópole cultural e econômica da região, onde abriu uma pequena pensão. 
E foi nessa pensão que hospedou o primeiro prefeito de Foz, o Sr. Jorge Schimmelpfeng...
Apesar da simplicidade, a sua vocação para a hotelaria chamou a atenção do prefeito, que fez um convite que mudaria a nossa história:

"Que tal abrir o primeiro hotel na recém-criada Vila Iguassu?"

É provável que tenham petiscado um delicioso dourado assado na região da "Costanera¹" (a Av. Schimmelpfeng deles), enquanto rolava uma resenha sobre as belezas da tríplice fronteira. 
Curioso, o Sr. Engel veio conhecer as Cataratas e ficou impressionado com a sua beleza:

"Deixa pra mim", deve ter dito...

Com muita dificuldade, tratou de reformar dois imóveis ao mesmo tempo (a matriz e uma filial ao lado das Cataratas), além de abrir a estrada que ligava o centro da cidade até as quedas. 
Mas porque dois imóveis? 
Para que seus hóspedes pudessem descansar após o longo trajeto de carroça até os saltos, e não dependessem tanto da estrada, que ficava intransitável em dias de chuva.*
No início não foi nada fácil... 
Toda essa estrutura tinha CUSTOS! 
A manutenção da estrada (e das carroças que trafegavam por ela) era dispendiosa, além do salário dos guardiões da filial nas Cataratas, entre outros custos. 
Para piorar, havia a concorrência do hoteleiro argentino Sr. "Leandro Arrechea", que abordava os turistas recém chegados de barco, dizendo que havia apenas um hotel na região, o dele. E isso fez com que os hóspedes do Sr. Engel ficasssem cada vez mais escassos...
Mas os “taurinos” não se entregam fácil, força e perseverança são o seu principal traço, além de uma dose generosa de teimosia. 
Foi quando o jogo começou a virar a favor do Brasil! 

Alberto Santos Dumont, um dos maiores ídolos do seu tempo, chegou em Puerto Iguazú para visitar as Cataratas do lado argentino, a convite da Sra. Victória Aguirre. 
Eufórico e cheio de esperanças, o Sr. Engel foi "voando" conversar com o amigo prefeito, para que convidasse o célebre inventor a visitar também o lado brasileiro das quedas. Em um primeiro momento, o prefeito hesitou:

“O que uma celebridade como ele faria em uma cidade como a nossa?”

Mas foi convencido pelo otimismo de Engel e juntos foram ao "Gran Hotel" de propriedade do argentino (mala) conversar com o Dumont. 
E deu bom

O pai da aviação ficou tão emocionado com a vista do lado brasileiro, que foi a Curitiba pedir ao governador a imediata desapropriação das terras de “Jesus Val”, em benefício de todos.** 
Nascia, assim, o complexo turístico e hoteleiro de Foz do Iguaçu, o terceiro mais importante do país, e reconhecido mundialmente pela sua alta qualidade receptiva.
 
Engel, que em alemão significa "Anjo", nunca recebeu de volta um centavo do que investiu... 
Porém, realizou o sonho de que as Cataratas do Iguaçu fossem visitadas pelo mundo todo, mas pelo nosso lado, o lado pentacampeão .

Baseado no livro: Frederico Engel – por Renato Rios Pruner.
 

* O "Hotel Brasil" (matriz) ficava onde hoje é o "Banco Bradesco" na Av. Brasil; e o "Hotel dos Saltos" ao lado das Cataratas, onde atualmente é o "Hotel Belmond" (mais conhecido como Hotel das Cataratas, grifo do pesquisador).

**A Desapropriação das terras onde estão as Cataratas foi feita pelo Decreto Estadual 653 de 1916, que abriu o caminho para a criação do Parque Nacional do Iguaçu.


¹  Avenida margeira rio Paraná, na cidade argentina de Posadas (nota do pesquisador). 


² O Livro de Registros de Colonos da Colônia Militar do Igassu (1889 -1910), em sua sua primeira página registra que o espanhol Jesús Val, 47 anos, colono, recebeu uma área de terras de 1.008 hectares, para fins agrícolas, à margem direita do Rio Iguassu , nelas presente os Saltos Santa Maria (agora Cataratas do Iguaçu). Como se pode ver as quedas d'água já foram propriedade particular.

Ao que tudo indica, o espanhol não era uma sujeito qualquer. O sargento escrevente ao fazer o registro, anotou que recebera um telegrama urgente do MInistro da Guerra pedindo a demarcação da áreas de terra para Val fosse feita em caráter de urgência, a partir do hotel de sua propriedade em frente aos saltos. 

Razões? Quais?

Pela mensagem ministerial denota-se que Jesús Val era uma pessoa com influência no poder central.

Jackson Lima, na página virtual H2Foz, no título: "Em busca da História de Foz do Iguaçu", de 10 de outubro de 2016, aponta ainda sobre o espanhol: "Ele se identifica como fazendeiro, anos mais tarde, e como residente no Paraguai".

O mesmo autor, agora em sua página na internet "Blog de Foz do Iguaçu para o Mundo e vice-versa", de 26 de setembro de 2008, menciona que "Se Val conseguia visualizar um grande futuro para suas Cataratas, o sonho não durou muito. Em 1912, o Paraná aprova uma lei que prevê a declaração de certas propriedades como de "utilidade pública". Aí começa o caminho para que Val perca a sua garantia de futuro. Em 1916 a bomba estoura. A gleba de 1008 hectares de Jesús Val com suas Cataratas foi a primeira propriedade paranaense a ser desapropriada. Em 1919 Jesús Val recebe o dinheiro da desapropriação e desaparece da história.

Em postagem no Facebook,no  0
 

Só uma retificação o Sr. Jesus Val não recebeu nenhuma indenização sobre área, ( tenho cartões postal de que Jesus Val envio para meu avô comentando que nada recebeu )foto do interior do hotel Brasil são pertencentes à família Engel, o Sr. Jesus Val era um Uruguaio residente no chaço (Chaco, grifo nosso) Argentino foi inclusive padrinho de casamento da minha avó Elfrida Engel Nunes Rios. A primeira estrada de acesso às Cataratas foi feita por Frederico Engel com peões Paraguaio ia pela estrada velha de Guarapuava (hoje Felipe Wancher) após rio Tamanduazinho entrava à direita (estrada essa que foi custeada por Frederico Engel) ao entrar no Hoje Parque Nacional, foi aberta estrada de acesso às Cataratas inclusive os primeiros caminhos de acesso às vista das Cataratas. Chegando na entrada ( antes do hotel atual ) ficava seu hotel Brasil filial do hotel Brasil da cidade (O PRIMEIRO HOTEL DAS CATARATAS) ; tudo isso foi feito com mão de obra braçal, minha avó contava que qdo estavam chegando nas Cataratas o início já estava o mato tomando conta.Muito se comenta e inventam história sobre Foz do Iguaçu; lamentávelmente sem conhecimento (sic).


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1956 - Sob a orientação do pastor Christiano Joaquim Steyer, é fundado o Departamento de Servas de Cristo junto a Congregação Cristo (IELB), de Marechal Cândido Rondon (colaborou Lidia Glitz Sander). -- FOTO 8 --

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1958 - É inaugurado o famoso Hotel Cataratas¹, na cidade Foz do Iguaçu, ao lado das Cataratas do Iguaçu. As obras da fascinante construção, na sua tradicional pintura rosa-branco, começaram no ano de 1939, logo depois interrompidas devido a Segunda Guerra Mundial e retomadas dez anos depois.

Antes existia no local um hotel em madeira, desaparecido num incêndio (PRATES, Rogério Pires. A evolução histórica do Parque Hoteleiro de Foz do Iguaçu, in: Ciências Sociais em Perspectiva, Unioeste, campus de Foz do Iguaçu,  2006, p. 71. Disponível em: <clique aqui>). Acesso em 16.04.2020). -- FOTOS  9, 10, 11 e 12 --


¹ A inauguração foi prestigiada pelo presidente brasileiro Juscelino Kubitschek de Oliveira e pelo presidente paraguaio, Alfredo Stroessner (nota do pesquisador).
 

No texto adiante se têm um esboço histórico mais detalhado do bem avaliado hotel: 
 

Hotel das Cataratas: Um Hotel cor de rosa e branco, em paz com a natureza

O Hotel das Cataratas, inaugurado em 1958, é parte da paisagem oficial do Parque Nacional do Iguaçu. Ele foi projetado pelo arquiteto mineiro Ângelo Murgel para se misturar com a natureza e permitir o nascimento de um estilo arquitetônico brasileiro entre o rural, o natural e o moderno.

Não é à toa, que algumas reportagens tenham chegado a dizer que o hotel foi a sede de uma antiga fazenda de café do Paraná. Longe da verdade. O hotel foi construído para ser um hotel.

Murgel foi um pioneiro. Em 1937, o arquiteto foi contratado pelo Serviço Florestal do Ministério da Agricultura. Na época, o ministério era o responsável pelo meio ambiente no Brasil em relação a florestas e preservação ambiental. Por coincidência, o primeiro parque nacional do Brasil foi criado por decreto do presidente Getúlio Vargas em junho daquele ano. Em 1939, Getúlio Vargas, o presidente dos parques nacionais, criou, também por decreto, o Parque Nacional do Iguaçu, o segundo no Brasil. E qual era a missão de Murgel para o Serviço Florestal? Fácil: projetar as sedes administrativas dos dois primeiros parques do Brasil.

O projeto

Para o Parque Nacional do Iguaçu ele desenhou e projetou a sede administrativa da Unidade de Conservação, o então Aeroporto do Parque Nacional do Iguassú (escrita da época, válida até as reformas ortográficas de 1943 e 1945), a residência do diretor e, aí entra nosso ator principal, “um hotel”, diante das Cataratas. Os quatro prédios continuam em pé e com saúde. Porém, dos quatro, o mais conhecido é o Hotel das Cataratas, cuja imagem de paraíso, cor de rosa e branco, continua na cabeça de milhões de pessoas que visitam as Cataratas, quer tenham se hospedado nele ou só passado por ele.

O presidente Getúlio Vargas apostou nos parques nacionais tanto para preservar as florestas e paisagens brasileiras como para incentivar o turismo que já começava a atrair a atenção de viajantes e empreendedores. O governo começou a agir logo após a criação dos parques mas, em 1939, estourou a Segunda Guerra Mundial que duraria até 1945.

2ª Guerra Mundial

Mesmo em plena Segunda Guerra, em 1941, foi inaugurado o edifício do Aeroporto do Parque Nacional do Iguassú. É digno de nota que o Aeroporto do Parque Nacional não foi construído dentro da área de conservação. Concluído muito antes do Hotel das Cataratas, o Aeroporto desenhado por Murgel, recebia os passageiros que desembarcavam na pista de chão batido e se hospedavam no Hotel Cassino, atual sede do Senac, na Praça Almirante Tamandaré ou Praça da Marinha, concluído na mesma época pelo Governo do Paraná. Foi uma parceria entre o Estado e a União.

Os dias de glória do Hotel Cassino duraram até a proibição dos cassinos em 1946. Com o fim dos locais de apostas, a atenção do Governo Federal se voltou para as Cataratas e o esforço de construir o Hotel das Cataratas, o que ocorreu só nos anos 50. Finalmente, o Hotel foi inaugurado em 4 de outubro de 1958.

A construção e transformação em Belmond

Segundo o projeto, o hotel foi definido como “um bloco horizontal, em dois pavimentos, interrompido por torre de marcação vertical, com vista privilegiada para as Cataratas do Iguaçu”. O prédio foi composto a partir de um partido em “U”, com os quartos dispostos ao longo do conjunto. A hospedagem era privilegiada pela visão direta para as Cataratas e pela área de lazer, aos fundos, contígua à reserva florestal.

Porém, muito antes da inauguração, o Governo Federal já trabalhava para definir quem administraria o novo hotel pertencente ao Patrimônio Imobiliário da União pelo sistema de concessão. No Diário da União da sexta-feira, 19 de outubro de 1955, foi publicado o edital de concorrência na busca de interessados a futuros concessionários. Por pouco tempo a administração do hotel ficou sob a responsabilidade de uma empresa hoteleira nacional. Mas logo depois a empresa desistiu do compromisso. No começo de 1960, o jornal O Correio da Manhã, noticiou que o controle do hotel passava uma empresa de transportes que respondia pelo nome de Redes Estaduais Aéreas (REAL) Ltda. de São Paulo. A Real fez parte da história da aviação do Brasil até que ainda em 1960, a Real foi adquirida pela Varig.

O controle do hotel, após negociações com o Patrimônio da União e o Ministério da Agricultura continuou com a Varig, por meio da subsidiária Rede Tropical de Hotéis até 2007. Nesse ano, o gerenciamento do Hotel das Cataratas passou, após licitação promovida pelo Governo Federal, para a administração sucessiva das redes Orient Express e Belmond. No final de 2018, foi anunciada a compra da Rede Belmond com sede em Londres pela Louis Vuitton, empresa global fundada por Louis Vuitton Moët Hennessy com sede mundial em Paris.

“A obra”

Voltando ao prédio cor de rosa produzido pela prancheta de Ângelo Murgel, o que talvez mais se destaca nele, além de estar em frente às Cataratas do Iguaçu, são os conceitos pioneiros das obras do arquiteto. Fabio Jose Martins de Lima, escreve na revista Urbana do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade que o estilo do arquiteto “preconizava um anti-urbanismo ou até uma desurbanização em favor dos ambientes naturais”. É esse charme que tanto hóspedes como visitantes das Cataratas e do Parque Nacional continuam admirando após 60 anos da inauguração do Hotel das Cataratas.

Além das obras no interior do Parque Nacional do Iguaçu e no centro de Foz do Iguaçu no caso do antigo Aeroporto do Parque Nacional do Iguassú, seguidores do mestre Murgel, continuam estudando e admirando trabalhos como o projeto para a Penitenciária Agrícola de Minas Gerais, em 1932, a proposta do concurso para Monlevade (MG), em 1934 e o projeto para o campus da Universidade Rural, em 1938 (In: iguassu.com.br/blog. Acesso em 15.04.2020).



Edna Moreira Marussi, em comentário no Facebook, em 04 de outubro de 2021, registrou: "Quem construiu este hotel foi meu pai, o engenheir HJelio Moreira". Em complemento à informação, Jorge Pegoraro, na mesma mídia e data, acrescentou: "Construtora Dolabella".

Em comentário seguinte, Valmir Guder Vachanski, informou: "Meus pais trabalharam no hotel nós morávamos atrás do hotel na vila Sataka literamente era o quintal da minha casa rsrsrs" (sic)

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1968 - Chega de mudança em Marechal Cândido Rondon  o casal pioneiro Ivo e Leonida Krummenauer, com os filhos Célia, Nelia, Lone, Nelvi e Airton,  procedente da cidade de Marcelino Ramos (RS). A viagem começou no dia 29 de setembro (informação Lone Richter).  -- FOTO 13 -- 

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1973 - Com a manchete: "O asfaltamento da Avenida Maripá", a Rádio Difusora Rondon AM destaca com a seguinte nota o processo de incío de pavimentação dessa avenida central na cidade de Marechal Cândido Rondon:
 

" O trabalho sob a administração direta da prefeitura municipal visando o asfaltamento da avenida (sic) Maripá deu início no dia de ontem, com o maquinário trabalhando na terraplanagem. O rôlo (sic) compressor iniciou o serviço de compactação do solo que receberá a primeira camada de pedra brevemente. O sr. Auri Osmar Zart, técnico em asfaltamento do Departamento de Obras da Prefeitura lamentou sobre as últimas chuvas que muito atrapalharam o serviço. 
Os trabalhos finais das duas quadras da rua São Paulo vão para a fase final com capeamento e também, uma quadra da sete de setembro, lado sul da avenida (sic) Rio Grande do Sul está em andamento. Caso não sejam prejudicados os trabalhos na Maripá por causa de chuvas, o serviço será levado em ritmo acelerado" (VIANNA, Dirceu da Cruz. Frente Ampla de Notícias. Marechal Cândido Rondon AM, vol. 019, cad. 21.09.73 a 03.04.74, ed. 04.10.73,  p. 45).

Ver mais, clique aqui.

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1973 - O auge da produção de trigo¹ no Oeste do Paraná, na década de 1970, é traduzida nesta matéria produzida pela Rádio Difusora AM, de Marechal Cândido Rondon:  
 

" A chuva atrapalhou bastante e se voltar poderá atrapalhar muito mais na colheita do trigo em nossa região e o grau de umidade é bastante alto, foram as palavras do engenheiro agronomo (sic) Argeu Kerber da Copagril na manhã de hoje. Como autoridade no assunto, o engenheiro Kerber falou sobre o fator de rendimento, apontando como os melhores os tipos Paraguai 214 e BH 11.46, de trigo plantado em nossa re" A chuva atragião, especialmente na área da Copagril.- De outro lado, o sr. Rui Schimmel contou à respeito do recebimento que está se iniciando e vem subindo gradativamente.- Dia 2 foram procedidas a descarga de 50 caminhões; dia 3, 70 cargas e a previsão para hoje é de acima de 120 cargas.- O movimento dos secadores é intenso, dado o grau de umidade do produto que vem sendo recebido. A qualidade, segundo o Engenheiro (sic) Argeu é ótima bem como o rendimento do produto.- O movimento de descarga poderá ser intensisificado com o decorrer dos dias é o que tudo faz crer, pois todos têm medo de novas mudanças no tempo e que a chuva possa  chegar a qualquer instante
Na manhão de hoje quando a nossa reportagem esteve na Cooperativa, mais de cinquenta caminhões estava, na fila e muitos já haviam sido descarregados. O trabalho montado para o recebimento do trigo, movimenta quase que a totalidade dos funcionários da Copagril, em ritmo cada vëz (sic) mais crescente. 
Ainda voltaremos a falar sobre o trigo (VIANNA, Dirceu da Cruz. Frente Ampla de Notícias. Marechal Cândido Rondon AM, vol. 019, cad. 21.09.73 a 03.04.74, ed. 04.10.73,  p. 47).


¹ A partir da final da década de 1970 o cultivo do trigo foi gradativamente perdendo importäncia devido a forte competição do trigo argentino (nota do pesquisador).

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1991 -  Circula a primeira edição do jornal O Presente, de Marechal Cândido Rondon (O Presente – jul 2014). -- FOTO 15 -- 

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1997 - Comemora Bodas de Ouro, em Pato Bragado,  o casal pioneiro rondonense Elli (nascida Arndt) e Alfredo Krause (informação de Clecio Krause). -- FOTO 13 -- 

 Ver histórico, clique aqui.            

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1998 -  Acontece eleições para Presidente da República, senador, deputado federal, governador e deputado estadual. Pela cidade de Marechal Cândido Rondon concorrem a deputado estadual, Elio Rusch, reeleito com 35.146 votos; e Ademir Antonio Osmar Bier eleito com 23.389 sufrágios (nota do pesquisador).

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1998 - O empresário toledano Dilceu Sperafico é eleito para o segundo mandato de deputado federal, com 78.540 votos, enquanto Duílio Genari da mesma cidade foi eleito para o 4º mandato consecutivo de deputado estadual, com 34.213 votos (COSTA, Luiz Alberto Martins da. Calendário Histórico de Toledo – Cronologia de Fatos, Registros e Curiosidades da História do Município de Toledo. Toledo: GFM Gráfica & Editora, 2009. p. 223).

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2014 – Acontece a inauguração da pintura iconográfica sacra do altar da Igreja matriz da Paróquia Maria Mãe da Igreja, do Jardim Botafogo. A iconografia foi produzida pelo artista maringaense  Antonio Batista de Souza Júnior (O Presente). -- FOTO 16 -- 

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2015 - Acontecem eleições para os conselhos tutelares de Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá,  Mercedes, Nova Santa Rosa e Pato Bragado (O Presente. Marechal Cândido Rondon: ed. 06.10.2015, p. 24 e 25).

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2016 - O prefeito eleito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Andrei Rauber, nas eleições de 02 de outubro, com 16.682 votos, concede entrevista ao jornal rondonense O Presente, onde afirma  que "nos comprometemos e faremos uma gestão democrática" (O Presente. Marechal Cândido Rondon: ed. 04.10.2016, p. 10 e 11). -- FOTOS 17 e 18 --

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2019 - Começa a agenda programática de eventos da 21ª Oktoberfest da cidade de Pato Bragado (nota do pesquisador). -- FOTO 19 --

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2019 - Em cerimônia e jantar festivo na sede social da Associação Atlética Cultural Copagril, acontece a posse da diretoria da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) para o biênio 2019/2020, com a recondução ao cargo de presidente do suinocultor Jacir José Dariva, da cidade de Itapejara d'Oeste (O Presente. Marechal Cândido Rondon: ed. 04.10.2019, p. 16). -- FOTO 20 -- 

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2019 - São conhecidos os cinco vídeos vencedores do 2º Concurso de Vídeo Amador Jovem Empreendedor, promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (ACIMACAR) e Conselho do Jovem Empreendedor (COJEM). 

Os finalistas do projeto foram: Gabriela Luiza Osmarini, Maria Eduarda Müller Amorin e Milena Enamuele Bortolon, do Colégio Alfa Marechal; Murilo Felipe Fröhlich Knebel, Nicolas Iago Moraes de Oliveira e Victor Bruno Luchtenberg, do Colégio Estadual Antonio Maximiliano Ceretta; Letícia Vogt, Maryana Dorneles D'Ávila e Taiza Sosmeier Leismann, do Colégio Evangélico Martin Luther; Emily Vitória Walhbrink de Souza, Marcela Gabriela Bertazzo Jaber e Monique Gabriele Galvão, do Colégio Estadual Marechal Cândido Rondon; e Ana Flávia Tiz Candelora, Nicoli Gabrieli Genovay e Luana Ferreira de Maria, do Colégio Estadual Paulo Freire (O Presente. Marechal Cândido Rondon: ed. 08.10.2019, p. 23). -- FOTO 21 --

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2021 - A segunda-feira é de céu parcialmente nublado, com leve precipitação pluviométrica. A amplitude ficou entre 16 e 23 graus, com vento do quadrante Nordeste (nota do pesquisador).

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2021 - Estudo conduzido pelo pesquisador do Instituto de Desenvolvimento do Paraná -Iapar-Emater (IDR), Tiago Telles, autor do artigo científico "Perdas e custos associados à erosão hídrica em função de taxas de cobertura do sol", revela que o Estado do Paraná perde a cada ano, por perda de nutrientes nas lavouras, em decorrência da erosão, um prejuízo médio  anual de 242 milhões. No cenário agrícola brasileira essa perda de nutrientes pela erosoão do solo está estimada na ordem de 2,11 bilhões (segundo a taxa de câmbio da época do estudo, marco de 2011).

A conclusão sobre a perda nutricional do solo pela ação erosiva hídrica é resultado de um experimento conduzido no Centro Experimental de Campinas (CEC) do Institutoto Agrnômico (IAC) ao longo de nove anos, em talões "em que coletores recebiam a terra carregada pela enxurrada e contabilizava os nutrientes perdidos". 

A grande causa, segundo o estudo, para essa grande processo de erosão, é abandono, por parte do agricultor, de técnicas conservacionistas eficientes e com eficácia consolidadas (GUIMARÃES FILHO, Carlos. Boletim Informativo da FAEP. Curitiba: Coordenação de Comunicação Social e Edição da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, 2021, Ano XXXVI nº 1547, cad. 04/102021 a 17/10/2021: 14, 15, 16, 17 e 18).

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