Acontecimentos históricos do dia 13 de Maio

1951 – Chega de mudança na vila de General Rondon, o casal pioneiro Leopoldo Schöne e Lídia Brauwers, procedente de São Jerônimo, na região de Porto Alegre.

Casal de pioneiros Leopoldo Schöne e Lidia Brauwers que chegou a então Vila de General Rondon em 13 de maio de 1951. 
Imagem: Acervo Lauro Schöne
Casal de pioneiros Leopoldo Schöne e Lidia Brauwers que chegou a então Vila de General Rondon em 13 de maio de 1951. Imagem: Acervo Lauro Schöne
Publicação dos atos oficiais que extinguiu a escravidão no Brasil no Diário Oficial do Império Brasileiro. 
Imagem: Acervo Wikipédia - FOTO 2 -
Publicação dos atos oficiais que extinguiu a escravidão no Brasil no Diário Oficial do Império Brasileiro. Imagem: Acervo Wikipédia - FOTO 2 -
Escravo Rafael, conhecido como
Escravo Rafael, conhecido como "Anjo Negro de D. Pedro II". Imagem: Acervo Movimento de Restauração da Monarquia Brasileira - FOTO 3
Desembarque de oficiais e soldados integrantes da recém criada 1ª Companhia Independente de Fronteira, vindos do Rio de Janeiro, via Buenos Aires.
Imagem: Acervo Waldir Guglielmi Salvan - Foz do Iguaçu - FOTO 2 -
Desembarque de oficiais e soldados integrantes da recém criada 1ª Companhia Independente de Fronteira, vindos do Rio de Janeiro, via Buenos Aires. Imagem: Acervo Waldir Guglielmi Salvan - Foz do Iguaçu - FOTO 2 -
Prédio da unidade do Exército Brasileiro em Foz do Iguaçu, em 1971.
Imagem: Acervo Walter Dysarsz - Foz do Iguaçu - FOTO 5 -
Prédio da unidade do Exército Brasileiro em Foz do Iguaçu, em 1971. Imagem: Acervo Walter Dysarsz - Foz do Iguaçu - FOTO 5 -
Celebração religiosa do matrimônio dos jovens pioneiros Antonio Carlos (Carlinhos) Zarur e Deli Ost, oficiada pelo Padre Antonio Darius SVD. 
Imagem: Acervo Catiane Zarur - FOTO 6 -
Celebração religiosa do matrimônio dos jovens pioneiros Antonio Carlos (Carlinhos) Zarur e Deli Ost, oficiada pelo Padre Antonio Darius SVD. Imagem: Acervo Catiane Zarur - FOTO 6 -
Mais instantâneo do casamento dos jovens rondonenses Deli Ost e Carlos Zarur, na saída da Matriz Católica Sagrado de Coração. 
Imagem: Acervo Júnior Zarur - FOTO 7 -
Mais instantâneo do casamento dos jovens rondonenses Deli Ost e Carlos Zarur, na saída da Matriz Católica Sagrado de Coração. Imagem: Acervo Júnior Zarur - FOTO 7 -
Outro instantâneo do casamento de Deli Ost e Carlos Zarur.
Imagem: Acervo Junior Zarur - FOTO 8 -
Outro instantâneo do casamento de Deli Ost e Carlos Zarur. Imagem: Acervo Junior Zarur - FOTO 8 -
O conjunto The Vikings animando o baile de inauguração da sede social do Esporte Clube Cruzeiro, da sede distrital de  Novo Três Passos, no município de Marechal Cândido Rondon.
Imagem: Acervo Walter Basso - FOTO 9 -
O conjunto The Vikings animando o baile de inauguração da sede social do Esporte Clube Cruzeiro, da sede distrital de Novo Três Passos, no município de Marechal Cândido Rondon. Imagem: Acervo Walter Basso - FOTO 9 -
A pioneira Selma Freitag com o esposo Hugo Alfredo e os filhos (da esquerda à direita); Waldemar Norberto, Mario Abílio, Reinaldo Alfredo, Lauro, Rubem Erno, as filhas Amélia Norma, Marlena Helma (noiva) e Neli Lilly, Pedro Jorge e Adolfo Rudolfo. 
Imagem: Acervo de Otti Beno Freitag - FOTO 10 -
A pioneira Selma Freitag com o esposo Hugo Alfredo e os filhos (da esquerda à direita); Waldemar Norberto, Mario Abílio, Reinaldo Alfredo, Lauro, Rubem Erno, as filhas Amélia Norma, Marlena Helma (noiva) e Neli Lilly, Pedro Jorge e Adolfo Rudolfo. Imagem: Acervo de Otti Beno Freitag - FOTO 10 -
Hilário Ademar Froelich falecido em 13 de maio de 2016. Imagem: Acervo Marechal News - FOTO 11 -
Hilário Ademar Froelich falecido em 13 de maio de 2016. Imagem: Acervo Marechal News - FOTO 11 -

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1888 -  A Princesa Isabel, na regência do Império Brasileiro, assina a Lei nº 3353/1888 (também conhecida como Lei Áurea)que declara extinta da escravidão¹ no Brasil (Gazeta de Notícias. Rio de Janeiro: ano XIV, ed. 14.05.1888, p. 01). -- FOTOS 2 e 3 --
 

¹  É ingenuidade acreditar que a escravidão, com a aprovação da lei, acabou da noite para o dia. Apesar de estar há mais de um século, a escravidão ainda persisti em muitas situações, como a exploração do trabalho forçado, a desigualdade social, entre outras.  Um exemplo análogo, próximo,  foi registrado em algumas obrages  instaladas às margens do Rio Paraná, no Oeste do Paraná,  e no atual Mato Grosso do Sul, no final do século 19 e nas décadas seguintes. 

O negro, mesmo em bem menor número, junto com o elemento paraguaio, foi importante força de trabalho, habilmente superior ao migrante, no processo de desflorestamento durante a colonização do Oeste do Paraná. Segue hoje, o afrodescendente, agora já em maior número, se revelando como um trabalhador braçal notável em nossa região.

Numa amplitude maior, o elemento negro deixou marcas surpreendentes na história brasileira, em dedicação, esforço, lealdade, legados culturais, etc.  Um exemplo é o caso do escravo Rafael, gaúcho,escolhido pelo imperador Pedro I para ser cuidador de seu filho Pedro II. Um texto colhido na página Movimento de Restauração da Monarquia no Brasil, no Facebook, postada em 13.02.2013, relata a história de dedicação e lealdade dessa pessoa negra na missão que lhe foi confiada: 
 

Rafael, o Anjo Negro de Pedro II.

Rafael, negro veterano da Guerra da Cisplatina, foi encarregado de cuidar de Dom Pedro II, então de tenríssima idade pelo seu pai o Imperador Dom Pedro I, quando este regressou a Portugal.
Rafael, foi mandado vir em 1821 do sul, Pedro I conhecia-o bem. Foi um protetor incansável e extremamente abnegado de Pedro II ainda menino.
Dormia no mesmo quarto, evitava que o Imperador chorasse ou se assustasse “com medo das almas de outro mundo” e outras fantasias tão próprias da solidão, em que prevaleciam estudo áridos, religião, serões insípidos e jogos de mesa silenciosamente praticados – era a educação principesca!
Nisso relata-nos Benedito Freitas:
“ Incumbido da guarda e proteção de Dom Pedro II ainda em tenra idade, foi de uma dedicação tal que, até determinadas atribuições das Damas, ele as executava com desembaraço e plena eficiência.
Dava-lhe os banhos habituais tendo todo o cuidado com a temperatura da água, bem morna sem ser quente, mudava-lhe a roupa e cobria na cama, cabeça de fora, a bela criança pedia ao seu Anjo Negro para contar histórias e outras coisas em que era fértil seu leal servidor.
Certo dia Dona Leopoldina, ficou enternecida ao contemplar Rafael aquecendo a mamadeira do Menino-Imperador.
Quando Dom Pedro II não sabia a lição, corria para Rafael pedindo-lhe para o esconder, embora fosse condicionado sempre, que seria a “última vez”….Mais tarde Dom Pedro II ensinou Rafael a ler. Por muito tempo Rafael foi 1º Criado Particular do Imperador e em todas as viagens, mesmo ao estrangeiro, o acompanhou de perto.
A figura quase lendária de Rafael é amplamente descrita no belo livro de Múcio Teixeira, que foi comensal do Imperador por mais de trinta anos, “O Negro da Quinta Imperial”. Rafael contava com 98 anos quando Dom Pedro II foi deposto.
O “Anjo Negro” do Imperador ignorava o doloroso episódio da prisão do seu amo. Múcio conta a cena da comunicação ao leal macróbio, nas seguintes linhas: “ Manhã sombria. Uma chuva miúda caira pela madrugada do dia 16 de Novembro de 1889.
As vastas alamedas da Quinta Imperial estavam desertas….Rafael, mal raiara a aurora, abandonou seus aposentos, nos baixos do torreão sul, e, muito tremulo, amparado por um rijo bastão, deu início ao seu passeio habitual. Velho e cansado, passara o dia anterior preso ao leito, ignorando que a República havia sido “proclamada” no Brasil.
Vagarosamente caminhava, ouvindo o gorgeio dos pássaros e contemplando, com olhar nostálgico, os lagos sonolentos. Fitava também os bosques sombrios e admirava a Natureza exuberante. Quantas daquelas árvores gigantescas ele vira nascer, florir e envelhecer!
Caminhava e meditava, olhando também para o passado, para a sua longínqua mocidade! Quantos sonhos desfeitos!
“Como é triste envelhecer!” – murmurava o velho págem imperial. Ao chegar ao portão da Coroa, já ofegante, observou com espanto dois soldados que davam “vivas a república”!
Sempre meditando, lentamente regressou ao Paço. Ao aproximar-se do solitário Palácio Imperial, viu o bibliotecário Raposo muito agitado, com cabelos revoltos, andando de um lado para outro lado…
Rafael, muito cansado, curvado e tremulo, sempre amparado pelo seu bastão, dirigiu-se ao bibliotecário do Paço e interrogou-lhe : “Seu Raposo, você enlouqueceu?” Parando diante do Rafael, o Raposo, como louco, bradou: “Rafael, tu não sabes que ontem foi proclamada a República e que teu Senhor está preso no Paço da Cidade??”.
Rafael, atordoado, deixou cair o forte bastão, no qual a vinte anos se apoiava seu débil corpo; curvado, ergueu-se, cresceu…O seu olhar morto e nostálgico, transfigurou-se, como que iluminado por clarões estranhos.
Levantou o braço direito para o céu e exclamou com voz comovente e sonora: “Que a Maldição de Deus caia sobre a cabeça dos algozes do meu Senhor!”


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1932 - É criada a 1ª Companhia Independente de Fronteira do Exército Brasileiro, na cidade Foz do Iguaçu, com  250 homens, entre oficiais e soldados.  Em 1943, a guarnição militar passa a denominar-se de 1º Batalhão de Fronteira¹.
 

¹ Centenas de jovens rondonenses e do Oeste Paraná prestaram Serviço Militar, nessa unidade nas décadas de 1950 a 1980 (nota do pesquisador).
 

Em 1980, o batalhão tem sua designação mudada para 34º Batalhão Motorizado. No dia da Infantaria, em 24 de maio, por decisão do Ministério da Defesa, a sua nomenclatura é novamente alterada. Recebe a designação de 34º Batalhão Mecanizado. -- FOTOS 4 e 5 --

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1968 – É fundada a Associação Rondonense de Estudantes Secundários (ARES).

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1971 É inaugurada a nova ponte sobre o Arroio Fundo, nas proximidades da sede social do Guarani Esporte Clube, no trecho rodoviário da sede municipal de Marechal Cândido Rondon e a sede distrital de Margarida (nota do pesquisador).

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1972 - Apresenta-se na cidade de Amambaí, Mato Grosso do Sul, o então Centro de Tradições Gaúchas Relembrando os Pagos, de Marechal Cândido Rondon, hoje CTG Tertúlia do Paraná (Rádio Difusora Rondon AM. O Mundo em Revista. Marechal Cändido Rondon: vol. 15, de 18.02.1972 a 17.07.1972).

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1972 - Casam-se na Matriz Católica Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, os jovens pioneiros Deli Ost e Antonio Carlos (Carlinhos) Zarur.  Foi o primeiro casamento realizado na atual matriz católica (colaborou Catiane Zarur ). -- FOTOS 6, 7 e 8 -- 

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1973 – É inaugurada a sede social do Esporte Clube Cruzeiro, de Novo Três Passos, com baile animado pelo conjunto Os Vikings. Presidente da associação: Felipe Sulzbach (nota do pesquisador). -- FOTO 9 -- 

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1974 – É inaugurada a então Loja Avenida, de propriedade de Joseph Ahmall, localizada a Avenida Rio Grande do Sul, esquina com a Rua Sete de Setembro, na cidade de Marechal Cândido Rondon (nota do pesquisador).

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1974- É inaugurada na atual sede municipal de Mercedes, uma filial da extinta rede de Lojas Tupinambá (nota do pesquisador).

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1994 - Falece a pioneira rondonense Selma (nascida von Borstel) Freitag que chegou de mudança em Marechal Cândido Rondon, em 10 de julho de 1955, na companhia do esposo Hugo Alfredo Freitag e dos filhos¹ Lauro, Amélia Norma, Neli Lilly, Waldemar Norberto, Mario Abílio, Almírio Alberto, Reinaldo Alfredo, Rubem Erno, Pedro Jorge, Marlena Helena. 
 

¹ Em Marechal Cândido Rondon já residia o filho Otti Beno. Aqui também nasceu o caçula Adolfo Rudolfo². 
 

² Em 02 de maio de 2019 exercia as funções de presidente do Conselho de Administração do Sicredi Aliança PR/SC, com sede central na cidade de Marechal Cândido Rondon. 
 

A pioneira casou-se com Hugo Alfredo Freitag na cidade Piratuba (SC), em 10 de agosto de 1935. Era filha do casal Berta (nascida Schmidt) e Jorge Freitag, naturais d do atual munic[i[pio ga[ucho de  Maratá (colaborou Otti Freitag, filho). -- FOTO 10 --

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2016 - Falece o senhor Hilário Ademar Froelich¹, pai do então prefeito municipal Moacir Luiz Froelich, vítima de parada cardíaca. Era natural de Santa Rosa, RS. Foi sepultado no cemitério público de Marechal Cândido Rondon.  -- FOTO 11 -- 
 

Foi casado com Sibila Wilges, nascida em 02 de fevereiro de 1933 e falecida em Marechal Cândido Rondon no dia 06 de abril de 2007 (KEHL, 2015, p. 346). 
 

¹ A ascendência genealógica de Hilário Froelich começa no Brasil com o casal alemão imigrante Maria (nascida Lauermann) e Johannes Fröhlich. Ela nautral de Bürschfeld, Waarden, Saarland, Alemanha, onde nasceu em 25 de fevereiro de 1782. Ele natural de Lebach, Saarland, Alemanha, onde nasceu em 02 de julho de 1776, filho de Anna Maria (nascida Baier) e Johann Gerhard Frölich (id. p. 14 e 23).  

Oriundos do território alemão do Saarland (em português, Sarre), o casal imigrou para o Brasil em companhia dos filhos Mathias, Johann, Georg, Friedrich (Fritz) e Peter. Partiram do porto de Bremen, pelo navio Olbers, em 26 de setembro de 1828. Chegaram ao porto do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1828. No ano seguinte, em 10 de março chegaram a São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Fixaram residência na região destinada aos imigrantes alemães, em terras oferecidas pelo Governo Imperial Brasileiro (ib. p. 61). 

São trisavós paternos do falecido, o casal Anna Catharina (nascida Pappen) e Friedrich (Fritz) Fröhlich (ib., p. 338). Seus bisavós: Maria (nascida Lauermann) e Johann Fröhlich (ib., p. 342). Os avós: Maria Margarida (nascida Gewehr) e Frederico (Fretz) Fröhlich (ib., p. 342).  Os avós paternos são: Cecília (nascida Mader) e Balduino Fröhlich (ib. p. 344).  

Fonte consultada: KEHL, Urbano e Diva Walzer Kuhn. Fröhlich/Froelich (1829-2015) - Origem e descendência - Lebach- Alemanha/Ivoti/RS-Brasil. São Leopoldo: Editora Oikos, 2015.            

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